Ahhh as estrelas... tão longe, tão grandes e “próximas”.
Quando as vejo daqui parecem até simples, mas sei que seria uma morte brutal e
rápida se eu conseguisse chegar lá com vida.
Tenho a sensação de calmaria quando as vejo daqui, porém
tenho a certeza de quão “nervosa” elas são.
Alguns acreditam que quando morrerem irão se tornar parte
delas...sabe isso pode ser até bonito e poético, mas não irá acontecer! Elas
não dão a mínima importância, essa é a verdade.
Sei que pode parecer desanimador encarar uma realidade que
sempre existiu e você nunca percebeu, mas ao menos você sentiu algo. As
estrelas continuarão vivas quando isso tudo acabar...é certo que boa parte
delas terão morrido ( e nem saibamos disso ainda).
O fato é que elas sempre estiveram por ai, enquanto
nós com a nossa complexidade única estamos engatinhando. Somos nos de mais,
morremos cedo e a maioria irá embora sem que tenha visto a via láctea.
Dizem que preciso acreditar em algo e eu creio em muita
coisa, muita mesmo, apesar de toda minha auto sabotagem, mas não creio no que a
maioria crê, e isso não deve ser tão relevante!
Não acho que estejamos sozinhos, mas isso é uma questão
pessoal. Não estou querendo dizer se há vida lá fora, não é isso. O que quero
falar é que existem boas pessoas ao meu redor e reconheço isso, portanto quando
me sinto só, eu me lembro deles, eu converso com eles, eu faço alguma coisa que
me mantém mais próximo o possível dessas pessoas verdadeiras.
Eu não tenho a “grandeza” de ser eterno, mas me sinto
pequeno toda vez que me importo com coisas sem sentido.
Como será que as estrelas nos “enxergam” Se tivessem olhos e
algum sentimento, talvez tivesse pena ou nos achariam fantásticos e com um
brilho único, raro e inédito.
Toda pergunta é mera especulação e porque não utópica? De lá
pode ser muito escuro, mas existe muita luz... Aqui pode ser muito claro e
viver na escuridão.
É quase certeza que não estaremos aqui pra ver nossa estrela
morrer, mas ainda estamos vivos o suficiente pra entender ( e ver) nossa
raridade, nossa empáfia, nossos dogmas, nossa beleza, nossa destruição.
Alguma estrela vai morrer e uma grande explosão acontecerá e
assim se formara outra e mais outra...mas esse ciclo não é eterno, nem o universo
é.
Meu caminho não existe se eu estiver morto, mas algo pode viver se eu
brilhar dentro de mim mesmo... As estrelas ainda estão ali, posso dar uma
olhada no céu e vê-las para toda extensão do céu, de graça, não te machuca e
nem te condenam, porém elas podem assassinar um mundo inteiro! Nesse exato
momento estamos a salvo delas, mas não tenho certeza sobre nós mesmos.


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