WolfY

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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Impostor?

Sempre fui ansioso, um pouco deprimido e com dificuldade de aceitar coisas boas na minha vida.Com o passar do tempo isso fui variando entre os diversos sentimentos. Mas teve alguma época da minha vida que eu realmente acreditei que estava no caminho certo e eu era merecedor de tudo de bom que estava acontecendo comigo, mesmo que por alguns momentos eu ficasse triste, mas era algo esporádico, nada muito forte.De repente...eu comecei a invalidar meus sentimentos e encarar a tristeza como algo normal. E nesse tempo ela já estava um pouco fora de controle. Eu ficava triste com mais frequência do que o normal. Nessa época eu estava num relacionamento, e eu me doava muito mais para ela do que para mim mesmo, eu simplesmente esquecia da minha vida e fazia somente coisas para ela.Meu esforço era praticamente todo para ela. Mas com certeza algo estava errado.Foi então que depois de três anos ela terminou o namoro. Então eu tive aquela misto de sentimento, um alivio, mas como uma sensação de estar sendo rejeitado. Alivio porque sinceramente eu não aguentava mais aquele relacionamento cheio de problemas, e rejeição porque logo depois do termino, em questão de poucos dias ela praticamente já estava morando com outro cara, então eu comecei a me questionar e me senti um inútil, pois eu fazia tudo para ela e mesmo assim não foi o bastante?

 Comecei a jogar a culpa toda em mim. De fato,senti que eu tinha perdido muito tempo sendo dela e esquecendo quase que totalmente da minha própria vida e isso por que? Será que eu fazia aquilo tudo porque eu realmente gostava dela ou por que aquilo massageava meu ego? Explico:A sensação que eu tinha de quando ela estava feliz por eu agradar ela me fazia sentir algo bom, algo que realmente vinha do meu ego, mas não sentia aquilo como se fosse algo natural. E sim, só fui questionar isso de fato após o término. Mas não, eu não me isolei, nem algo do tipo, eu fui curtir a minha vida. Foram anos intensos de curtição, o que não significava que estava tudo bem, eu apenas conseguia me distrair, sair com meu irmão e alguns amigos. Nesse tempo eu cheguei a conhecer outras meninas, mas nada sério...era só coisa por "diversão". Depois que passou essa fase de curtição, eu comecei a ficar mal. Minha ansiedade estava descontrolada.

 Então eu procurei um psicólogo.E...resumindo: hoje posso dizer que minha ansiedade está controlada com terapia e medicação, porém...Eu ainda estou com problemas de aceitar que posso conseguir algumas coisas na vida. Eu tenho enormes dificuldades de aceitar que alguém pode gostar de mim, que alguém pode gostar do meu trabalho, que alguém pode gostar do som que eu faço. Eu não sou daquelas pessoas que rejeitam elogios, eu até aceito numa boa. Mas depois de um tempo eu começo a achar que aquilo não me pertence, que as coisas boas que fiz não podem ser valorizadas. É como se eu ficasse com meudo do meu ego inflar pelos elogios e de repente eu me trancasse e arrancasse aquilo de mim, fazendo com que eu comece a detestar o que estou fazendo. Eu tenho medo de me tornar um arrogante e esquecer de quem eu realmente sou. Isso me atrapalha em relacionamentos e profissionalmente. Se uma garota boa, bonita e inteligente tem algum interesse em mim, por hora eu acho bom, mas alguns dias depois minha mente entra em parafuso e começo a me perguntar se eu realmente mereço aquilo tudo. Mas daí minha mente fica toda bagunçada, pois eu pergunto a mim mesmo “e se fosse uma mulher que julgo estarem algum nível inferior daquela moça interessante que nutre algo bom por mim,eu aceitaria? ”. A resposta é: não. Então é muito mais uma questão interna do que externa.  

A minha mente não aceita coisas boas...e quando o faz, isso não dura o bastante e logo vira uma coisa ruim. Mas eu também não gosto dessa sensação ruim, eu não fico nutrindo ela. Acho que faço isso por medo de fracassar, medo de tentar, medo de ser rejeitado. Mas por que medo de ser rejeitado? Então...isso eu desconheço,ainda não cheguei numa conclusão satisfatória sobre isso. Sim, eu já falei sobre isso com o psicólogo, algumas coisas eu consigo entender, já outras...Meio que eu não gosto da aprovação das outras pessoas, mas meio que eu necessito daquilo, entende? E meu ego vai em extremos em questão de poucos dias. Não consigo aceitar que posso ser bom em algo e que posso despertar o interesse de alguém, seja essa pessoa sendo fantástica ou não, masse ela for uma pessoa foda...bom, aí...é pior ainda!Acontece que todo esse problema faz com que eu me desencane rápido de tudo, tanto de alguns sentimentos bons até algumas oportunidades. 

Às vezes eu escuto as músicas que eu fiz e penso “eu realmente fiz isso”? Mas não que eu ache aquilo fantástico, nada disso, mas eu duvido que fui capaz de criar algo. Às vezes sinto que estou me protegendo tanto de decepções quanto de coisas boas que eu possa vir a ter. E vamos ser sinceros, nós precisamos de decepções. Mas para minha mente uma decepção é uma tragédia e quando sinto algo bom é uma tragédia também, porque sei que vou entrar em parafuso e isso vai deixar minha mente inquieta. E não, eu não me acho uma pessoa ruim, na verdade eu me acho mediano e nem fico me comparando com outras pessoas, isso de fato não me incomoda. E eu também não me acho feio, eu me acho “ok”.Em contrapartida, por muitas vezes me sinto inútil por não ter feito isso e aquilo. Na verdade é tudo meio incoerente dentro de mim mesmo. A coisa prática que eu deveria fazer é tocar o foda-se e simplesmente tentar e aceitar fracassar. 

Mas o engraçado é que tenho medo de conseguir e não ser capaz de manter tal feito na minha vida. O medo de conseguir é maior do que de fracassar. Isso é bizarro. Se isso me deixa triste e ansioso? Não. Me deixa mais é puto. Eu sei que isso não é normal e que isso me afasta de muitas oportunidades. Mas é algo que não consigo controlar.

 

domingo, 28 de maio de 2017

A verdade seja dita.

Sem muito esforço minha mente sucumbiu à vida. Sem muito esforço minha mente foi entregue de bandeja as dificuldades da vida.
As vezes sinto que racionalmente eu já estou morto, mas o lado físico, o instinto de sobrevivência me mantém acordado.

O lado bom de estar sozinho é não compartilhar desses pensamentos, dessas ideias já fomentadas há muito tempo em minha cabeça.
Você não precisa ficar se justificando ou fingindo estar apto para fazer tal tarefa. Sofrer sozinho nem sempre parece ruim.
De alguma forma ou outra é bom dizer para alguns amigos o quão desesperador a vida pode ser, mas seus amigos não irão te dar as asas deles. E isso é bom.

É necessário conforto, claro, mas não estou disposto em entrar em uma guerra contra aquilo que não precisa ser derrotado, eu apenas iria colocar um outro monstro no lugar.
E quantas vezes não me passei por ridículo por tentar provar pra mim mesmo que a ponta da faca não ia machucar meu soco, sempre machuca.
E é assim mesmo que tudo vai pra mesma porra de lugar.

E o problema não está ligado diretamente a falta de sentido da vida. O problema é pensar sobre tudo e não saber lidar com as coisas. Onde o peso é grande por si mesmo, ou eu peso mais...ou pego leve com aquilo que deveria ser visto com mais atenção. Viver não é fácil, os ônus sempre serão maiores. 
De dez chances, você irá perder, sei  lá, umas quinze, e dentro dessas chances alguma vez você vai acreditar ser possível, e naquele momento está criando uma ilusão de que irá ficar tudo bem, mas não vai.

E veja, nem estou falando de tristeza. Ser triste e miserável é da condição humana. Mas a gente precisar escolher. Ou entregamos fácil nossa luta, ou então – mesmo sabendo das merdas – lutemos para que tudo fique menos ruim o possível.

Parece-me obvio que poderia ser melhor eu estar em algum lugar, com alguém ou não, divertindo-me com alguma coisa, distraindo dos pensamentos massivos da minha cabeça. Mas eu escolho escrever sobre o que eu sinto, vejo e penso...e quando eu escrevo é como se eu vomitasse. A vida é um estomago com fome, porém podre.

É dia de folga, o tempo está claro lá fora. E eu estou sozinho em casa. Uma casa grande só pra mim, uma casa onde eu poderia andar tranquilamente. Mas minha maldita mente diz para eu sentar aqui e formar frases sem sentido.
Quando você toma consciência de como tudo é – e não necessariamente precisa contrair uma doença rara, um câncer, perder um membro e etc, simplesmente tudo faz sentido. O monstro fica claro, mas é uma caminho sem volta, pois ele jamais irá embora.

É difícil assumir esse risco, são poucas as pessoas que de fato entram nessa espécie de honestidade para consigo mesmo e para com o mundo/vida. Vejo que muita gente não está disposta a perder a sanidade. Mas sanidade pra mim é isso, é ver o quão estranho é existir. Pra mim pessoas que não sentem vontade de esmurrar paredes, monitores, cara de pessoas não são normais.  Isso tudo se trata sobre raiva, sobre estar preso num corpo, num lugar e/ou em algo que você não queria estar.

Por mais que eu diga, eu não consegui assumir a condição na qual eu estou envolvido. Uma vez que eu consiga aceitar tudo isso, acho que consigo algumas ferramentas para ir levando tudo de forma menos danosa. Não preciso gastar dardos em alvos errados, posso deixa-los guardados...ou, quem sabe, acertar no meio da cara de alguém que não seja eu mesmo.
Meus pensamentos são violência, não necessariamente violentos. Violento é se sentir impotente.

-“Mas, Wolfy, então o que fazer?”. Definitivamente, eu não faço a mínima ideia. Mas talvez seja naquela linha de tentar carregar as coisas até onde você puder...e tudo que vier é meio que um lucro, porque que sempre vai piorar. Mas, assim...eu aconselho a ninguém dar ouvidos a uma pessoa que já se entregou, então, essa parte escrita ai em cima, provavelmente está errado, muito errado.


Agora, o lado bom de tudo...é não ter que pesar a vida de ninguém por conta das minhas merdas. Então por que as vezes eu quero alguém pra carregar junto comigo o cimento? Não seria contraditório, hipócrita? Sim, seria. Na verdade...é. A sorte é que minha paciência para encontrar agulha no palheiro é, proporcionalmente, igual a minha vontade de levantar.

Existir é um problema sem solução.
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"I think the suicide rate is so high among writers because we force ourselves to stand still, take an outsider’s perspective, and realise how quickly a life passes by, and how futile we are. The exhilarating upside is that at a moment’s glance all your worries fade away, and you can work on making the most of it.”
Kevin Focke

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

PESAmento.

Pensar em suicídio me deixa vivo. Pensar em casar me faz não querer casar. Pensar em ter filhos me faz querer ter um cachorro.
Pensar em escrever me deixa morto. Pensar em fazer música mata minha criatividade.
Pensar em procurar por sexo me broxa.
Pensar em trabalho me deprime. Pensar no trabalho me faz querer correr.
Pensar em me drogar me deixa ridículo.
Pensar em não pensar me deixa cego.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pouco a declarar, muito a entender...

Eles compraram minha alma, espalharam, ofertaram, venderam...eles colocaram pedras no caminho tentando dificultar minha passagem e minhas sombras mal existiam, meu brilho ofuscado por um raio de luz vindo de estrela maior que o sol!

Um sabor salgado com gosto meio de ferro, difícil de digerir, difícil de manter dentro, difícil de entender...

Às vezes estive perto do inferno, mas o que é ele comparado a buracos negros e intensos? 
Possa ser que eu tenha a chave, meio quebrada, mas ainda a tenho, mas a decisão é minha, usar ou não?

Nem tentar poderia ser uma opção valida, com alguns resultados, por menor que seja, mas poderia haver...Pois sempre o que vejo estampado em testas falsas é os dizeres que ninguém deve desistir...

...pois bem, há de haver uma maneira menos complexa de entender quase tudo...e isso já é querer de mais, mas querer de menos também não é nada agradável...espero que meus sonhos não sejam superados pelas minhas ambições!

O futuro existe a cada segundo que passa, é assim que é...um futuro mais distante (ainda) não existe e ninguém sabe dele, há probabilidades, há algumas chances, porém nada está tão destinado ao fato...

Às vezes gostaria de ser sugado pelo planeta Júpiter e não temê-lo mais...


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

New Year and Old Peoples...


Há uma distância que existe para manter certa comodidade…quase nada muda de um dia para o outro, já é difícil mudar quando passado alguns longos dias...
Algumas pessoas parecem ser feitas de ferro, mas seus corações permanecem moles, mas intactos para algumas coisas!
Eu fui indo pelas beiradas tentando entender, e às vezes parece ser mais fácil fingir que nunca nos conhecemos o bastante. O caos parece somente existir por fatores desnecessários, digo, antes éramos duas “crianças” e os sonhos nos ligavam e hoje as ambições nos separam, mas no fundo sempre fomos os mesmos, sempre...
Não sinto decepção, mas sinto necessidade de deixar pra lá, deixar ir embora. Não, nem tenho medo nem nada do tipo, mas também não quero a acabar com a paz alheia.
Os anos vão passando e algumas coisas ficaram eternizadas, pois parecem que são indestrutíveis, para não serem, só voltando no tempo e nem ter se esforçado para encontrar, assim nada existiria, logo não teria nada pra ser destruído, mas isso é utópico...vamos a realidade...
A real é que coisas acabam, independente da intensidade, às vezes em algum momento parece que vai durar, sei lá, uns trinta anos ou mais, mas depois vai enfraquecendo e as previsões entram em declínio, até você perceber que o desgaste diminuiu isso mais pela metade...
Daí surge todas aquelas nóias, aquelas merdas de sempre, aqueles pensamentos pessimistas e afins...
...ahhh, eu poderia ter feito diferente, sim, mas não o fez, e agora está sem...
...ahhh, mas eu fui um fraco, sim foi, mas quem se importa?
...ahhh, mas será que não tem jeito mesmo...? Não, não tem não!
...e ficar convivendo com marteladas na mente até quando? Pois sua parte já foi feita, o ano pode ser novo, mas as pessoas são “velhas”, o ano será velho e as pessoas continuaram “velhas”. Não digo isso no sentido de não evoluir, mas no sentido das pessoas não mudarem tanto e sim os eventos...
Não existe paraíso, embora alguns momentos contradizem isso, mas de qualquer forma nunca dura o bastante para que eu me sinta “eternamente” satisfeito.
Existe muita coisa boa ai fora para ser aproveitada, e só há uma forma de quebrar o muro...quebrando!
Ou é isso ou nada, ou é isso e ficar lamentando para quase todo o sempre, lamentar o quê, se algo bom eu vivi.
Infelizmente a linha não pode ser remendada, nem com mágica, nem com lógica e nem com racionalidade, ela simplesmente não vai ser o que era antes e vai ficar mais fácil ainda para arrebentar novamente.
No mais, seremos eternos “velhos”...
PS: Arte por Ness Forest.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Se eu tivesse tudo novamente, será que eu conseguiria me sustentar de forma diferente?
Um sentimento apenas existiu em determinada época, para que um dia eu lembrasse de como foi bom...?
Algo não está perdido para que eu não precise procurar de novo, apenas acabou, e a realidade é essa!
Na verdade não há muito como questionar sentimentos bons e verdadeiros que eu tive, é certo que eu nunca mais os tive [até então...].
Possa ser que eu me cobre, mas até isso eu já parei, se tem uma coisa que não tenho mais esperança é isso, de voltar a sentir aquilo...
Não é de todo mal, pra quê gerar expectativa? Pra que ter falsas esperanças? O jeito é abraçar a realidade e aproveitar o que ela tem de bom a me dar, mesmo que isso não chegue nem perto de tal sentimento...
Eu sei que lá bem dentro de mim existe uma luz que precisa ser acesa, mas não é por isso que eu necessito procurar intensamente algo que perdi...
Virar a página? Eu sei o que terá na outra...qual a graça?
Se pudesse ser quebrado alguns muros com algum tipo de arma eu já o teria feito, porém não é assim que funciona...
Existem pessoas nas quais acham que eu gosto de passar por provações desnecessárias, e não as tiro a razão, porém é aquela velha história, somente quem sente realmente pode chegar a algumas conclusões, tudo bem que histórias podem ser quase que iguais, porém a intensidade do que cada um a vive é totalmente oposta.
O que vejo no espelho é a mesma coisa que eu via anos atrás, sabe o que mudou? O espelho...
Então quero dizer que ao passar dos anos, pouca coisa ou nada eu mudei? Não!
O ambiente faz toda diferença...
Esperemos daqui uns dois anos pra ver o resultado de tudo...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011


...se eu fiz o que julgava certo, podia ter feito o errado como assim eu fiz meses atrás...
Infelizmente motivado por algo vazio e tosco eu tive a coragem de quebrar minhas proprias regras e assim eu o fiz, sim, arrependo, a proposito: Arrependo do que fiz e do que não fiz, com maior tendência a primeira opção!
Cortando o mal pela raiz ele simplesmente desaparece, quero dizer, quase, porém boa parte se torna cinzas, e não de lembranças mas sim como de cigarros...
A realidade é um prato cheio para o ceticismo, e as respostas que antes eram confortantes hoje são tenebrosas, mas isso não faz com que a vida torne mais dura, apenas enterra dogmas...
Estou convencido que era este mesmo caminho no qual estou que eu deveria realmente estar, logicamente eu gostaria de tivesse algumas coisas, mas isso são detalhes, nos quais podem fazer diferença, mas não fazem tanta falta.
O fato é que estou lutando contra eu mesmo e isso constantemente, me cansa? Talvez, mas eu quero a verdade e quero descobrir as coisas, tanto fora quanto dentro de mim, não quero ser o dono da verdade [como alguns acham], apenas ver a verdade e essa não pode ser tão relativa, será?
Questiono mais a mim do que qualquer outra coisa e isso sinceramente faz bem.
Eu tenho a plena certeza o que é culpa minha, onde errei e o motivo de ter errado e sei que se eu um dia sustentar uma grande mentira a casa vai cair, não tenho quase nada sob controle, e isso também é bom me deixa em alerta...
Antes eu tinha fé, mas vi que isso tornava tudo mais injusto e nessa eu pude descobrir caminhos que já era pra eu estar há anos atrás...Pra que eu pediria algo a Thor, sendo que o mesmo teria, creio eu, coisas mais importantes a fazer, pra que olhar pra mim?
Tudo morre, fato! Mas sei que algumas coisas custam a ir, coisas que eu alimento pra me manter de pé, há riscos, claro...
Fecho meus olhos todo dia e lembro de coisas que um dia me fizeram sentir mais humano. Antes de dormir eu não converso sozinho, eu apenas comunico comigo mesmo (fico lembrando...), às vezes isso me faz mal, mas tem vezes que me pego rindo sem querer...
Ateei fogo em suas cartas, fui pro inferno, experimentei a ilusão e o resultado disso tudo? Nenhum...no fundo fiquei intacto!!!
Quero ter a oportunidade daqui uns anos de estar bem a sua frente e dizer de boca cheia que nada mudou dentro de mim, e que meu coração ainda acelera de saber que existe uma minima chance de eu sentir coisas que senti anos atrás, eu ainda estou vivo e isso é o que ainda me faz crer que há chances.
Não temo a morte, mas temo nunca mais me sentir vivo como antes...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

...de longe eu via um mundo que estava bem próximo, mas claro, não de mim, mas de uma maioria na qual eu ainda insistia em desafiar.
Quando os olhos fecham para algo bem fora da realidade é como se eu me livrasse de péssimas lembranças e alguns traumas, como se a realidade fosse uma prisão necessária para tal racionalidade.
Os sonhos então passaram a ser mais que desejos, mas uma cura breve contra tudo doentio que eu via.
Quando chegou um dia e eu estive no meio do furacão e conheci uma fúria que dormia em mim e me fazia me sentir desligado de tudo aquilo que eu condenava.
Agora olhando para trás eu vejo o quão desnecessário mas importante foi estar onde estive.
Ficou claro que nem todo conhecimento se tem através de conhecer algo, ás vezes por vários motivos podemos conhecer várias coisas sem ao menos termos tido uma pequena experiência, mas a diferença é já saber, outra diferentemente é ver, e quando se vê o coração sente mais, não que se fecharmos os olhos o coração irá parar, mas ele é todo reflexo daquilo que estamos vendo e enfrentando.
Ir atrás de um perigo desnecessário pode ser fatal, mas quem sobrevive sabe muito bem que não sai ileso, muito menos aliviado por ter enfim provado pra si mesmo que estava certo, se estava por qual motivo foi necessário estar ali?
Há uma coisa que vem durando anos em mim, e parece ser uma coisa indestrutível, invencível, sei lá, é algo bem mais forte do que eu imaginava.
Na manhã de hoje acordei tentando lembrar qual foi a última vez que escutei alguém dizendo que me amava, e de fato eu custei a lembrar, até que consegui me recordar que a última vez foi em texto e que se tivesse sido olho no olho teria mudado tudo, tudo mesmo.
Por qual motivo desperte-me assim hoje, bem eu não sei, apenas o fiz...
Certas coisas são mais intensas dependendo da época em que se está, quando não há nada impedindo a intensidade logicamente fica bem mais fácil de entregar.
Há algo de muito importante que morre conosco e não estou falando em deixar de acreditar, é mais que isso, é mais que automático, é uma coisa sem função, desnecessário e chega a ser fútil.
Distrair não resolverá problemas em si, tentar relaxar e acalmar também não, mas na situação em que estou isso é quase tudo que me deixa bem, na verdade é tudo. Embora dentro de mim a idéia de que a cura está bem longe vem cada vez mais fazendo sentindo. Então eu questionei pra mim mesmo, preciso de alguma cura?
Fiz coisas que até meses atrás não faria, e o que me segurava era certa prudência, e a essência em si não tem absolutamente nada ver com isso, quero dizer, pode até ter em alguns casos, mas eu pensava mais com a cabeça do que com a própria.
Um dia de oportunidade passa rápido e um dia que se perdeu algo demora séculos pra passar, o tempo age de acordo com o que seu pensamento traz, é tão clichê e lógico mas que pode ser difícil de entender por vezes.
Conseguir ter experiência em oito meses que caberiam em dois anos inteiro mal aproveitados, e pra não ser tão rigoroso para com os tempos de desperdício, posso dizer que não foram mal aproveitados, mas sim mal arriscados.
Coloquei minha essência a risco, joguei-a no fogo, e por incrível que parece apesar das fortes queimaduras e dores sai por cima, ou seja, eu apenas provei uma coisa que não precisava de fatos para serem comprovadas, e voltando a questão anterior, é realmente necessário se arriscar por pouco?
Sim, se eu já era um perdido fiquei mais ainda e isso acabou afetando em todo o resto, aos poucos fui vendo realmente quem eu era e do que realmente precisava (preciso).
Recentemente consegui fazer em um mês o que deixara de fazer em cinco, e isso me mostrou tanta coisa, foi como uma tapa bem forte na cara, mas prefiro dizer que foi como afogamento...
Eu tive que ir a fundo a tudo aquilo que sempre valorizei pra ver a besteira que eu estava cometendo a deixar isso de lado e isso vem me trazendo conseqüências mais fortes do que aquela experiência de ter estado no “inferno”.
Olho a minha volta e claro vejo sim coisas boas, ainda mantenho uma esperança, mas ela é bem dosada diariamente, pois expectativas são foda e ainda mais quando não se tem o que foi tanto esperado e lutado.
Criei várias teorias, e nelas encontrei motivos pra crer que não estou somente aqui e que algumas memórias minhas eu não vivi, simplesmente ainda não consigo conectar totalmente pra saber de onde elas vieram, mas sei que podem ser de algum outro lugar no qual eu estaria se tivesse feito escolhas diferentes.
Possa ser que neste exato momento que escrevo, eu esteja deixando passar algo de muito valioso, mas minha mente só está conseguindo conectar nos acontecimentos que me ocorreram recentemente, e são coisas que doem quando eu começo a lembrar.
Mas eu sei que agora eu preciso de foco, de me concentrar em alguns desafios e algumas ambições que tenho pela frente.
Resumindo tudo de forma mais clara, eu sou o que sou, e serei o que sempre quis, de alguma forma ou outra, é o que realmente eu quero pra mim...
Possa ser que bem futuramente eu consiga amar alguém (amor de homem pra mulher), existe sim essa probabilidade, embora ela seja no momento bem pouca.
Também acredito que daqui um tempo aceitarei melhor a idéia de que foi necessário sim passar uns tempos no inferno.
Talvez o peso que carrego seja apenas invenções da realidade....
Serei eu um tolo se acreditar nisso, pois a realidade não depende do que acredito e sim do que realmente está acontecendo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Se tiver uma coisa que descobri é a insignificância...
Nossas vidas dopadas de coisas que achamos importantes...o quanto você consegue manter a máscara pregada?
E quando a música parar de tocar, e você não ouvir mais nada e ver um escuro tão grande a sua frente que não vai conseguir nem “enxergar” suas lembranças...
Estou propagado... direto e constantemente com uma “melância” idiota na cabeça.
Me desvirtua, me mostra a realidade nua, crua mas também vestida...
Há tempos, sério, e a vontade de colocar fogo em tudo e não digo isso de forma metafórica é de forma “meteórica” mesmo. Seria lindo ver alguns impérios sendo tomados por chamas e no final sobrando cinzas, não é isso que fazem conosco?
Então, devo eu desejar mal, ou algo parecido com vingança (justiça?) Sim, talvez seja esse o caminho, ou não, mas existe a possibilidade de se aceitar coisas obscuras...
Aguentar as pontas, só um pouco, agora, por exemplo, neste momento que escrevo, e por mais que eu toque no assunto não consigo me sentir estranho, as palavras são curas instantâneas.
Preciso dormir, o dia começa cedo, em todos os sentidos...(logicamente). Tenho dormido pouco, mas sonhado o bastante para me manter mais vivo. Organicamente isso é uma merda, mas ainda sobra muito tempo para sonhos criativos e reveladores...
Quanto tempo vou conseguir me manter sobre a corda bamba? Eu não sei, mas a corda está cada vez mais frouxa, talvez eu a arrebente antes que ela faça isso comigo primeiro, se o fizer, que eu tenha asas pra me sustentar, caso não tenha acho que um pára-quedas serve...

sábado, 4 de junho de 2011

Um tanto de pouco e um pouco de nada...

Nós e a constante matança...

Temos um grande sonho, até que a inocência é quebrada, logo nos tornamos escravos do tempo e das obrigações (isso todos sabem)...

A diferença é como alguns conseguem simplesmente disfarçar e viver de acordo com que a vida traz...

Longe de existir algo que seja perfeito, mas talvez em alguns segundos nós conseguimos sentir realmente a vida, e nem precisa fechar os olhos, sei lá, o simples fato de respirar profundamente o ar e trazer a tona uma outra realidade torna tudo mais agradável, mais vivido, mais saudável, estou falando de estar em paz!

Pode parece tudo repetitivo e é, mas isso determina com que tudo seja um saco? Talvez, mas e quando perdemos aquela rotina antes julgada tão suicida, e quando não a temos sentimentos falta...tá, mas por qual motivo?

Será que não é um vicio que criamos, assim como outros vícios? Como sentir a falta do que nos estragava?

E não é bem no fundo que todo mundo sente um pouco perdido (ou muito), não é bem no fundo que alguém gosta ou odeia algo, que história é essa de “fundo”?

Talvez seja mais uma expressão, jeito de falar, ou o simples fato de falar “no fundo” demonstra que algo precisa ficar escondido e longe pra ser sentido, estranho, não?

“No fundo” eu sinto falta dele (a), “no fundo” ainda quero continuar aqui, no “fundo” eu quero não sentir longe, mas bem perto, mas “no fundo” “algo” me impede esse mesmo “algo” que lá atrás era tudo que eu tinha...

Sim, pra mim tudo é questionável, desde que tenha um argumento bem aprofundado, não é simplesmente “não concordo”, se fosse seria fácil até discordar de si mesmo, coisa que não acontece muito...

Não sei se sou doido, mas geralmente eu entro em discussão comigo mesmo, como se eu fosse dois, e esse outro bem diferente de outro eu.

Antes de qualquer quebra de regra, e/ou de dogmas (paradigmas) é preciso que façamos uma auto-reflexão, eu sei que esse papinho é meio chato, mas é fato que é necessário olhar pra dentro...

Alguém consegue manter-se firme no volante, minutos antes de atropelar algum animal, eu não!

Alguns conseguem se alimentar de outros animais enquanto passam a mão no seu cachorro, eu não!

A racionalidade não precisa ser uma coisa de pessoa fria, aliás, não tem nada a ver separar razão de emoção, mas eu já disse isso em outros posts. Não, o amor não estraga as pessoas e sim como elas usam esse sentimento (mas isso é muito lógico eu falar...)

Eu quero resumir que, coisas que não fazemos poderíamos agora, neste momento fazer, mas pelo simples fato de pensamos e entrar por outros caminhos não fazemos...

Estou numa manhã de sábado, isso é fato, estou escrevendo, mas dependendo das circunstâncias, eu poderia estar em outro lugar, mas hoje seria sábado da mesma forma, a não ser que eu voltasse no tempo (utópico isso) e mudasse todo calendário...

sábado, 28 de maio de 2011

...de alguma forma aquilo que foi destruído ainda permanece vivo o bastante para me levar a tempos atrás.
As cinzas que se sobrepõe a tudo, fazendo muitas vezes com que minha mente não se concentre no presente e não irei me punir por isso.
Não é nada que me faça tão mal, mas eu tenho a consciência de que pra variar a dosagem disso é importante, mas não é que eu queira e preciso ter é que parece automático e não há um botão de desligamento...
A vida pode ser curta e antes eu questionava isso, mas ao entender algumas complexidades e fatos eu pude crer que realmente é...
Não preciso de mágicas mais, não preciso de fé, não preciso orar, assim como não preciso olhar pra trás e comparar os anos...
E existem coisas que não precisam ser tão questionadas, coisas nas quais não vão mudar, são coisas engessadas que às vezes nem precisa de mudanças.
Tenho a certeza que ao passar dos anos possa ser que algo que hoje é bom se torne ruim e o que é difícil de entender seja entendível.
Gostaria de ir pro futuro e ter lá meus 80 anos, muitos sonhos realizados e muitas perguntas respondidas, mas eu tenho a plena certeza que eu sentiria falta do hoje, e de ontem, ontem e ontem...
Não importa, talvez nós vivemos realmente num ciclo que nunca irá parar e cada vez mais pareça que tudo se repete, mas há alguma forma de quebrar isso, há algum motivo que faça que eu queira realmente ir além do que já estou, talvez eu já tenha tido 80 anos, talvez eu ainda tenha 14 anos, um corpo de 17, idade de 24 e uma cabeça de 100 anos...
Mas juro, eu não quero ficar pensando nisso demasiadamente, sei lá me dá umas coisas estranhas, coisas que parecem ser segredos escondidos há tempos dentro de mim mesmo, talvez isso me privilegie de alguma forma, mas necessita de estudo e muito mais vivência, por enquanto ficarei com as minhas perguntas, que com toda certeza não encararei como dogmas...
E aconteça o que acontecer, eu sempre vou sentir falta do ontem, do ontem, e mais ontem...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sabe aquela sensação que dá te estar só com as palavras...?
É fato que esse blog recebe poucas visitas, já tente divulgá-lo mais, mas foi em vão.
Esses dias minha saúde anda bem estranha e já era de se esperar... e é nessas horas que penso, “Por qual razão eu fui fazer contas?”, eu quis encontrar uma razão pra continuar no lugar que estou. Ora! Ser motivado baseado que eu preciso manter firme, caso contrário não terei dinheiro suficiente pra quitar tudo, resumi minha vida nisso me torna lamentável!
O quão pequeno eu me torno ao fazer isso e levar adiante, logo eu...
Eu me cobro mais do qualquer outra pressão que as pessoas colocam em mim, mas há um momento que deixei de fazer isso, eu não posso e não devo continuar assim...
Será que devo arriscar e chutar o pau da barraca novamente? Será que sobrou um pouco de coragem e honra dentro de mim o suficiente pra que eu tome essa decisão?
Tudo que antes foi posto a fogo era exatamente a verdade que deveria sobressair a minha vida, de fato eu nem precisaria arriscar em mundos onde já estive e alguns outros onde antes eu condenava e no final eu entendi as razões e vi que estava certo.
Quando aqui escrevo por mais que quase ninguém veja não me sinto só, costumo dizer que estou no lugar certo, mas isso não impede que eu possa a vir conhecer pessoas certas.
É uma forma de desabafo, claro! De questionamentos, significa que sobra total dignidade nas palavras sinceras que me acompanham.
A arte torna tudo bem mais tolerável e cada vez mais eu sei que a base da vida é tentar e tentar, isso não significa que você irá conseguir atingir algum sonho, mas é aquilo, terá somente a certeza se tentar...
Será que eu errei tanto assim anos atrás e agora estou sofrendo as conseqüências, se for isso há mais chances de ser justo, mesmo que eu não mereça. Nenhum erro pode ficar impune!
É engraçado como eu tenha esquecido até do vazio, aquele que me acompanha desde criança, até isso ficou perdido em tanta confusão.
Bom, hoje não é um bom dia e exatamente há sete dias eu estava na mesma e pensando que eu podia me recuperar, a única solução que vejo é pensar no agora e isso irá me fazer ficar desempregado e implicará na falta de dinheiro, logo não terei condições de pagar minhas contas e quem sabe até investir nos meus estudos! Se eu não tomar uma decisão ficarei doente novamente, pois não possuo também dinheiro pra fazer um tratamento adequado, eu sei que parece que não tenho escolha, mas é uma burrice tremenda eu pensar assim, é claro que eu tenho...
A bomba relógio não pode esperar por muito tempo, até que estoure por completo e dessa vez as conseqüências serão mais graves do que uma possível saída...

domingo, 15 de maio de 2011

Desabafo de um Ateu!

Vi recentemente em algum lugar, pessoas dizendo que pessoas que não crê na existência de um Deus não amam e não merecem ser amadas, pois bem...
Acho que nunca houve tanto espaço como hoje para os Ateus desmentirem isso, isso é uma calunia, difamação, uma inverdade absoluta.
Vamos aos fatos então...
Boa parte das guerras que ocorreram no mundo até hoje foram motivadas por religião.
Foram os ateus que mataram por Deus? Quem assassina alguém pode saber o que é amor?
Os teístas nos questionam sobre nossa existência e de onde vem nossa moral...
Nos ateus não cremos de forma nenhuma na bíblia (logicamente), eu nem preciso dizer as contradições da mesma, só não vê quem é cego. Logicamente não temos resposta pra tudo. Mas a ciência sempre evolui e estuda mais e mais, enquanto a religião está estagnada, sempre com os mesmos dogmas e tentando sempre controlar as pessoas e o governo e tentam impedir o avanço da ciência e sabe qual o motivo? Pelo simples fato de que quando a ciência evolui ela descobre maneiras de melhorar a vida das pessoas, logo isso motivaria muitos cristãos a questionar sobre suas religiões e perderiam fiéis, e isso traria pra eles um prejuízo enorme. Tanto na parte da fé (controle, quanto no bolso).
A ciência não quer converter ninguém, eles querem buscar a verdade com evidências e estudos realmente importantes. A ciência não pede seu dinheiro com a desculpa que um Deus pode te punir por você não doar, por você não acreditar.
Todos os argumentos criacionistas caem por terra, (mais uma vez não preciso citá-los).
Pessoas me indagam perguntando sobre minha origem e dizem que Deus fez o universo. Bem, ok..,Logo para eles tudo existe uma causa, se existe uma causa, então quem fez Deus? Só existe causa para as coincidências? Para a origem de Deus não? Me parece hipócrita isso. Eu não sei de onde vem o começo de tudo, mas não preciso colocar um ser mágico.
Outro ponto importante que vale ressaltar...Ateus são mais tolerantes com pessoas homossexuais, com pessoas de outra cor, enfim, qualquer outra diferença.
Se você entrar numa cadeia verá que existem muito mais assassinos e afins que são cristãos do que ateus, e nós que somos errados, e nós que não amamos?
Não estou dizendo que nós Ateus somos bonzinhos, não é isso, estou apenas colocando os fatos e isso é pura pesquisa e fato, mais uma vez só não vê quem é cego.
A fé cega, a ciência abre os olhos.
Quando você reza, e pede algo para um suposto Deus, o que é isso? Você num acha que se Deus existisse ele se preocuparia com questões mais importantes, do que um pedido seu?
Eu nunca vejo nenhum cristão rezar para que a violências diminuem, para que as guerras acabem, deve existir sim, mas em pouca escala. O que vejo é um tipo Malafaia dizendo que gays não podem casar, que não podemos fazer sexo antes do casamento e que devemos doar para que a igreja sobreviva, com o perdão da palavra, vão a merda.!
Sobre moral que eu esqueci de citar...
Eu tiro minha moral da minha própria consciência, eu não preciso de um Deus para me mostrar isso, eu sei que roubar, matar, estuprar, mentir e etc são crimes, todo mundo sabe disso...
Eu como Ateu exijo um estado laico, pois não é isso que vejo, no meu próprio trabalho existe uma cruz pendurada em um parede logo em cima das catracas, e quem não crê em jesus? isso é desrespeito a outras religiões, aos agnósticos e ateus.
Não sou contra quem crê em alguma divindade, mas pra mim soa mais interessante as divindades gregas e egípcias. Se existem um deus, existem vários outros, se vários outros é mitologia, nosso Deus “barbudo” também pode ser...
A diferença é que o cristianismo foi bem difundido, fazendo assim sua maioria, mas uns acreditam em Jeová, uns em Jesus, outros em Hades, outros em Anúbis, outros mais em Alá e por ai vai...e cada um tem o seu “livro sagrado”. Eu posso acreditar no bule voador por exemplo, e crer que histórias em quadrinhos sejam verdade.
Cada um pode fazer o que quiser com sua “verdade”, mas não venham impor que sua verdade (seus Deus) é mais importante e forte que os outros...
Eu vou continuar procurando minha verdade, questionando os dogmas impostos, (coisas de séculos atrás que até hoje reina no mundo...)
Se por centímetros eu não fui atropelado e quase morto não foi Deus quem me desviou, foi a pura física, seria muita arrogância acreditar que Deus olharia pra mim enquanto esqueceria de pessoas que precisam de mais ajuda do que eu...
Longe de se desfazer de minha vida, mas olha o tanto de pessoas estupradas, violentadas, passando fome e onde está deus, colocando o dedo na sua vida boa?
Eu posso amar, fazer o bem ao próximo mesmo sem crer em deus, eu conheço Ateus que fazem bem ao mundo mesmo sem crer em nada de divindade e espiritualidade, enfim...Assi como existem cristãos também...
Por favor igreja não me venha dizer o que posso ou não fazer, seus próprios argumentos demonstram que Deus é impiedoso, cruel, injusto, tirano, como dizem: “Tem a mão pesada”, pois eu prefiro a liberdade uma “mão leve” e justa...
Eu não posso provar que Deus não existe, mas posso provar que seus argumentos só fazem mal para a sociedade e mostra que Deus é um ser cego e malvado.
Prefiro um amor de mãe, de irmãos de amigos, de tudo que é real.
É feliz aquele que crê no real...
Eu não sou pior, ou melhor, por não crer em um ser da ficção humana, mas posso dizer que me sinto leve por não crer...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

...estive eu pensando esses dias...
Como as relações têm sido difíceis, minha visão tão focada na realidade que não consigo simplesmente fechar os olhos por um segundo.
Tudo que observo traz alguma profundidadeque abre uma cortina e mostra toda a verdade.
Às vezes pareço estar sozinho no meio de tanta gente e por mais que minhas idéias sejam boas eles não darão a mínima, pois a maioria ainda impera, mesmo que tão burra.
Tão estressado e deslocado de todo resto, quando estou com meu óculos escuros todos podem me ver mas não podem enxergar para onde estou olhando e não notam certa tristeza em meus olhos.
Gostaria que por alguns dias pudesse não ouvir certas vozes, que não pudesse reclamar, observar, nada disso! Que pudesse eu acordar sem me sentir cansado e desmotivado, que eu voltasse a ser criança novamente...
Meus desejos e minha desejo vida de certa forma são utópicas, por isso sou tão incrédulo, é impossível ver o cenário todo e sentir a mudança, pois pra mim essa de mudar sozinho é papo furado, nada adianta se eu mudar a minha vida, as coisas ao redor não vão mudar por causa disso.
E não é a forma como enxergamos a vida é a forma como ela está a solta por aí, isso é um fato e não tem nada de relativo, e essa verdade, essa realidade exarcebada me cega, me entristece.
Tudo se agravou a partir de quando o bobo aqui tentou ir pro lado de lá, as coisas ficam ainda mais nítidas do que eu já imaginava, sabe o que é você não conseguir provar que uma coisa é ruim para você até viver dentro dela e ver que tudo que acreditava era bem pior que podia ter imaginado...então!
Eu não quero me perder mais para me encontrar, pois eu já sei quem eu sou e isso nem sempre depende do que tenho do que vivi, meio que eu já nasci assim, parece ignorante e “incrível” mas essa é a verdade, quem me conhece a fundo sabe como é...
Eu continuo com a idéia de que existem pessoas iguais tanto pro lado ruim quanto pra bom, iguais totalmente ninguém é, mas existe uma grande maioria idiota que é tão parecida que chega a causar dor de cabeça, é só abrir olhos e ver por aí...
Enfim, o lobo está cansado, bem mais de que outros anos dificeis, estou me sentindo um nada, mesmo que eu não seja, a maioria consegue me esmagar , me faz sentir um E.T! Ser esmago é ruim...mas se eu fosse um E.T seria bom, talvez seria (é) a única chance de eu sair daqui...

domingo, 1 de maio de 2011

...ahh eu cansei de dizer que não tenho dinheiro pra isso, pra aquilo...
Cansei de dizer que são as pequenas coisas que nos fazem realmente felizes, se é realmente isso, por qual motivo vou dizer que são “pequenas coisas”...
Eu não sei se frases de efeito ajuda a mudar algo, nem é minha intenção...
Um dia de folga do trabalho é muito pouco, mesmo que esse dia seja fantástico, no mínimo quatro dias de isolamento urbano faria alguma mudança no humor...
É engraçado, pois quando ficamos afastado da rotina sentimos falta da mesma, de alguma forma mas a sentimentos, talvez sejam as pessoas que façam a diferença.
É injusto eu batalhar tanto para conseguir mudar um pouco da rotina do trabalho, se no último dia eu sou pego de surpresa e toda minha performance não vale quase nada. Avaliações em quase todo segmento é uma tremenda injustiça.
Idéias que melhorariam algum ambiente, penso eu que a maioria tem, mas será que surtiriam efeito desejado, talvez o que você pense seja bom pra uma maioria mas não pra quem “comanda” essa maioria.
De todo caso o desânimo é algo natural, desistir também, ainda mais com tanta coisa que está para mudar pra melhor e por um triz não é feito.
Chego mais um mês e eu sei exatamente como ele será e sinceramente isso não me traz ânimo.
Ter o controle de tudo é uma merda, pois isso não existe...
Me ver daqui dois meses praticamente do mesmo jeito me deixa muito frustrado, e eu estou tentando mudar, mas e quando as perspectivas não são nada boas...é covardia nos cobrar tanto e tanto e tanto, a vida não foi feita disso e pode ser controlada por isso.
Só deixando o meu descontentamento, raramente tenho oportunidades de ter momentos realmente fodas, daqueles que quando passam não desgrudam de si, quando eu os tiver me sentirei novo e realmente animado pra tentar agir e ter mudanças verdadeiras e vantajosas.
Por enquanto é isso...quase nada vem mudando e a rotina desgasta para caralho e me deixa cético em questão de mudança e isso me desculpem não é somente fruto de meu esforço, se fosse assim tudo seria fácil,mas uma mudança sempre deve partir de alguém, mas não é feita somente por um...

terça-feira, 19 de abril de 2011

A exploração à capacidade moral e mental das pessoas...
Quando nos obriga a aceitar aquilo que é imposto, com o argumento que você não pode e não deverá mudar nada.
É realmente grande o número de falsos otimistas que encontro. Seria contraditório dizer que sou um sonhador, mas também não deixo de ser um pessimista.
A realidade é algo meio perturbador se olhar bem para fora e depois para dentro. O que fazemos? Muito pouco e o que deixamos de fazer, mais ainda...
Tenho às vezes meu sonho como grande motivador, para que não deixe que eu caia e nunca levante.
Os dias estão curtos e o marasmo continua...
Antes ficavam “presos” dentro de casa e não tinha dinheiro se quer para tomar um açaí, hoje ficam quase 80% do tempo na rua, trabalhando e estudando, e é a mesma coisa, continuam sem dinheiro, sem tempo disponível e deixando os sonhos para outros dias, até que um dia eles morrem.
Sempre usamos uns aos outros, com algum afinco, e existem formas diferentes de se usar...
O que não pode é permitir um controle, daquele que te deixa bitolado em algo, sempre rumando pro mesmo lugar e quando o corpo dá sinal de cansaço, fazemos que não estamos nem aí, que é preciso.
É engano meu, ou ultimamente as pessoas andam mais descrentes do que costume? De fato, somos presas fáceis para o conformismo, sempre achando que nossas mãos estão atadas, que não temos escolha, ou que o mundo é isso e nunca vai mudar.
Daqui a pouco provavelmente sentarei no mesmo lugar, ou perto, com as mesmas pessoas do lado, com a mesma tela preta na minha frente, com os mesmos conceitos idiotas das empresas e de meus cordenadores. Colocando toda a culpa em nós, por não conseguimos fazer todo o trabalho, como se o problema viesse somente de baixo. Em algumas horas também ouvirei gritos dizendo para eu produzir mais e mais, pois nunca será o bastante.
É muito bonito dizer que somos uma equipe, quando você está um posto “acima”, parece que quanto mais alto mais idiota a pessoa fica (em maioria das vezes). O “poder” deixa as pessoas mais desprovidas de inteligência, humanismo e criatividade?
Não foi assim que começou tudo, mas será assim que terminará? Eu não sei, não estarei vivo, não sou nada comparado a imensidade do universo e de sua vida, mas tento fazer o meu melhor, sempre.
Eu simplesmente não consigo jogar fora tudo que sou para conquistar algo, ficarei ainda mais angustiado, e isso me levaria para uma queda interminável.
Eu quero levar menos a sério meu trabalho e algumas relações, porque eu preciso fazer tudo correndo, com pressa, porque eu preciso produzir para conquistar meu espaço? Sendo que aquilo lá nem é o que realmente eu quero. Eu preciso estressar constamente, eu preciso ficar calado? Não...não!

terça-feira, 29 de março de 2011

Meu trabalho de uma forma ou outra é muito simples, comparado a outros.
Mas desde quando um serviço que te poda a criatividade, a verdade, os sonhos pode ser simples?
Sentar na frente de um computador enxergar somente telas pretas e dados que no fundo não interessam a ninguém.
Então é a pior coisa do mundo? Não, pelo contrário, o que mais faz valer a pena em continuar onde estou é justamente tudo aquilo que eu condeno, a necessidade. Bom, existe também a outra parte, as das pessoas. Existe gente legal por lá...(mas não é o foco do texto).
Lá não é um lugar onde se pode dizer a verdade e/ou questionar, ninguém entenderá o motivo de ainda continuar perguntando sobre tudo, até porque não teria sentido, regras são regras e não me venha com essa de empresa diferente.
Eu tento me encontrar em situações talvez piores a que estou para criar uma ilusão que me jogue para fora da realidade para que faça que eu entenda que existem coisas boas. Mas como eu odeio o conformismo...e como eu odeio.
Tudo aquilo que digo, que falo, que quero viver não condiz em nada com a realidade que estou, ela me desmascara, parece até que sou um hipocrita.
Sempre me chamam a atenção e eu tento explicar o motivo de minhas ausências, mas, lá sou somente um empregado, um robô, um funcionário que mais dá lucro pra eles do que dividas. (Essas eu tenho certeza que eles tem e muito...)
Então, o que fazer? Ir embora mais uma vez e se sentir culpado por não ter aguentando sendo que nem era tão ruim assim? Pois, quando se perde é que se vê uma verdade até então oculta, mas se eu conseguisse me desprender disso tudo, talvez isso não aconteceria comigo, eu saíria a luta, eu conseguiria ir atrás de meus verdadeiros sonhos.
Tudo é motivado por um interesse, alguns sinceros outros de modo que é só utilizar o ser humano para se obter o que quer.
Sou do tipo de pessoa que nunca será ganancioso, sou humilde até em excesso, sou pouco ambicioso, pois isso me dá medo, tenho receio de me tornar uma cabeça de geléia, uma pessoa que só pensa que precisa crescer e não de forma evolutiva...(se é que vocês me entende).
A cada dia que boto os pés naquele lugar, quero fazer algo pra mudar, ou correr. Mas mudar o quê, esse tipo de coisas precisa ser mudada e se é possível tem de ser feita por mim? Obiviamente não.
Se eu fosse inteligente como dizem eu não estaria onde estou, e nem sentaria na mesma mesa deles.
Pode parecer arrogante e até é, mas é muito menos do que eles são, nem chega perto.
Sim, estou desgastado, desmotivado, talvez aconteça algo que me dê um “choque” e que eu consiga sair desse conformismo.
Esses dias atrás eu lá fiquei olhando pro monitor e a única coisa que eu lembrava era do Christopher Mccandless (Alexander Supertramp) e de saber que o que ele fez foi tudo real, ele sim foi um corajoso homem, se desprendeu de tudo e foi viver a sua vida.
Carreira é invenção do século vinte...
De onde eu tirarei coragem pra isso? Será que se eu o fizer igual destruirei meus sonhos? Ou será que meus sonhos depende somente dessa coragem?
...