O que fiz de minha sabedoria, onde eu entreguei uma carta
que me auto condenava...
O problema sempre esteve dentro e sempre vai estar!
Difícil encontrar palavras, quando falta motivação para
achá-las, e no final tudo é como antes: Cinzas tentando se preencher de
momentos inéditos.
Não existe um lugar para onde eu supostamente deva voltar,
não existe para onde voltar, o aqui é agora, e agora é aqui, simples assim!
O desgaste é de mais, a motivação fingida por pseudos
preocupações. Tão profundo pra entender e tão baixo para se afundar. Poderia
haver alguma barreira onde eu não precisasse de algemas...
Esqueci o verdadeiro sentido de estar livre, me preocupei de
mais em carregar mortes dentro de mim. Estive perto do inferno e fingi ter
saído dele, acreditando que haveria lugares piores ao redor... Mas não, eu
estava errado.
Comecei a deixar certos sentimentos de lado, mas esqueci de
que é melhor ter o inimigo a vista do que longe, e nessa eu também me estrepei!
Anos esperando respostas que nem tinham perguntas, anos
caminhando cantarolando canções que apenas serviam de consolo, como uma
oração... Mas agir...
Sabe quando você acorda e percebe que seu pior inimigo é
você mesmo, que você leva uma vida tão “pacata” que não consegue atingir
ninguém...
O entendimento exige algumas perdas, me considero um punido,
eu quis ver o que nem cego gostaria de ver, pode parecer drama e é também, mas
não tira peso algum de minhas costas...
Meus breves sonos, meus breves momentos de alegria são
corrompidos por pensamentos que destrói tudo que vê pela frente, é como uma
faca afiada cortando um tomate...
O que eu quero (quase sempre) é provar pra mim mesmo que
aquilo que eu acredito me levará algum lugar, mas crê por si só não leva a
lugar algum, ele simplesmente é o começo de alguma coisa, mas sem correr
atrás...
Sinceramente, medo de errar já nem tenho mais, mas com
certeza daqui alguns anos o arrependimento virá, ele sempre vem...
Minha cabeça parece um mar violento e eu estou numa barco,
prestes a afundar, afogar, quebrar... sumir!
Trabalhar, ganhar seu dinheiro, estudar, sair, não, isso
nunca será o bastante pra mim, de alguma forma isso apenas mascara, eu ainda
não faço nada que meu coração precisa.
Às vezes ainda me saboto, tentando me proteger do que virá,
mas eu esqueço de que me perco com isso também, mas talvez eu ainda o faço para
sempre evitar aborrecer, sim, é podre!
Ai eu penso, se eu não vou sair vivo dessa, pra quê me
preocupar tanto, pra quê me esconder tanto? Eu não sei, se eu soubesse não
estaria nessa e até me daria um “Prêmio Nobel”. A vida é o que? Uma aventura
onde todos vão morrer ou uma aventura onde nem todo conhecimento é o suficiente
pra chegarmos onde queremos... Alias...
O topo, eu nunca pensei que haveria um, a não serem aqueles
pódios...
Não existe um fim assim. Um dia eu imaginei que teria todas
as respostas e viveria feliz para todo o sempre, mas que sempre, que felicidade
é essa?
Eu sei o que me faz bem de verdade, e é bem raro, diga-se de
passagem. Tranquilidade tenho apenas quando fecho meus olhos... Minha cabeça
não para um minuto... Estou dirigindo, estou pensando coisas, estou
trabalhando, estou imaginando, estou com alguém, estou longe, estou tocando
violão, estou lembrando, estou escrevendo, estou remoendo, estou vendo as
estrelas, estou querendo subir...
Suspiro, lá vem mais um dia, um dia no qual será muito
produtivo para quem necessita disso, e lá vem um monte de pensamentos e isso
tudo por minha causa, acho que no final das contas eu mesmo me alimento disso e
não o contrário, pois existem aberturas ainda, existem feridas e medos que só
são “curados” de forma paliativa.
Infelizmente não há nenhuma “droga” que causa em mim um
efeito placebo, parece que estou aprisionado dentro de mim mesmo, eu mesmo
grito pra sair, eu mesmo suplico pra ser ouvido, eu grito bem alto e apenas
ouço o som ecoar... ricocheteando dentro de mim.
Vamos lá, mais um dia para atuar, ser um ator da realidade,
onde todos acreditam...menos eu...
Não é cansaço, não é ausência de nada, não é saudade, mas eu
não sei muito bem qual caminho seguir.
Minhas lágrimas permanecem secas, ou estão vivas (molhadas)
de mais, circulando em minhas veias, e indo direto pro meu coração!
Perdido não é mais a palavra, mas eu não posso menosprezar
essa coisa que pede pra sair de mim, eu não posso me limitar a ver o inferno
para me sentir vivo no “semi-inferno”.
Trancar-me numa gaveta cheia de poeira, enfiar minha cabeça
num buraco, correr pra lugar nenhum, ter
pesadelos...Nada disso, mas nada mesmo me trará o que preciso.
Às vezes o vazio parece ser mais interessante que a
indiferença, mas em nenhum momento ele deixa de ser menos perigoso. A indiferença
me trai, o vazio me traz lacunas.

É isso aê chef. Saudade de ler seus textos, de escrever os meus. Muito bom tirar um temp orpa voltar ao nosso mundo.
ResponderExcluirAbraço do Aram!