segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pro Mesmo Buraco...

Exigir que as coisas estivessem boas sem
Quase nenhum esforço, é, no mínimo, incoerente.

As coisas parecem se encaixar num vazio constante, onde sua vida se choca com o passado, e as escolhas péssimas que você fez tem um peso grande, maior até que os pensamentos de desistência.

Por alguns segundos parece fazer sentido. Tudo fica pequeno, fica mastigado, fica fácil de entender, mas nada é mais forte que a realidade. E a vida me encarcera, e os olhos só conseguem enxergar o óbvio.

As pessoas, em sua maioria, exigem que você seja uma máquina, que você responda em questão de milésimos.

Enxergam-nos com macacos de capacete.
Você só se torna humano quando devolve o troco errado, pro valor maior, é claro.

Essa correria nojenta a troco de nada, quer dizer... a troco de alguns trocados, aqueles mesmos que compram  suas coisas, minhas coisas.
Esse eterno ciclo que não cessa, esse maldito vicio!

É isso. Viva esse estilo de vida, ou vá, sei lá, vender coco na praia, vá correr pra algum lugar “mais seguro”.

O lá fora parece não se importar, as horas vão continuar a rodar, levando sua vida pro mesmo buraco.

A insistência que carrega pro mesmo destino. A teima em pisar no mesmo calo, andar nas mesmas ruas, os mesmos caminhos tortos.

Os pensamentos que destroem qualquer possibilidade de ter algum tipo de esperança. A vida que você tinha, essa acabou. Acorde. Ah, se fosse fácil assim, eu até pagava pra ter...

Aqueles trocados estão desesperados para te deixar. Assim como você deixou sonhos para trás, coisas importantes a fazer, e tudo que realmente importa, sei lá, fica pra décimo plano.

Quando isso tudo acabar, já vai ter dado a hora de mais arrependimentos.
Aquela porta que custava abrir para você, se torna alvo fácil. Depois de anos, as coisas amolecem, seu coração está mais podre, seus olhos mais cansados, e tudo que era cinza, ficou ainda mais cinza.

As palavras podem parecer um pouco genéricas, mas que se dane, às vezes o que vem de dentro tem de ser assim. Tem de ser vomitado, expelido, cuspido, sangrado, tem que ser violento...

O choque que é causado, firma bem lá dentro. Alguns anos se passam, e se for ver, tudo está na mesma.

Sabe aquelas vontades loucas, aquelas coisas que você sempre quis fazer, sempre teve em mente, mas não o fez por bobagem, pois é...elas vão morrer. Elas vão morrer.

Eu quis afundar meus pés na areia, eu quis nada naquele rio fundo. Eu desejei estar morto para ver como é.

Ver os pensamentos indo embora, o descanso chegando. Mas é pouco. Por que não ter isso em vida?

As lágrimas secaram. Eu levei comigo algum tipo de frieza. Frieza desnecessária, mas não forçada.

O mundo em volta, cheio de possibilidades. E eu, você, quase todo mundo rodando pro mesmo lugar.

“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar...”

Quem chegar por último, será a mulher do padre. Deus me livre disso.

Sensação de dever cumprido. Subi de cargo. Agora vou ser mais filho da puta, ou então vou ser mais um filho da puta na mão de algum puto.

O limite não é o céu. O limite sabe se lá do que trata. Tudo é tão imenso para se atingir algum limite.

Era bom brincar, fingir ser rico. Fingir ser alguém de verdade. Sem máscara, sem as malditas mentiras, sem ter de justificá-las, pois queria ser livre. Livre, isso todo mundo era...

 Não pode ser tão ruim assim, ruim é não ter resultados com tentativas verdadeiras.

O buraco sempre existiu, mas quem ligava para isso?

Merda. Muita merda rola.

Bola de neve, é isso no que tudo se transforma.

Quando o mal não é cortado pela raiz, quando apenas pequenos curativos são feitos para tratar coisas mais graves. Tudo vem a tona.

Ninguém está livre. Jamais estará depois de algum tempo.

Volte de férias, você tem trabalho a fazer.

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