sábado, 12 de outubro de 2013

Pra quem não sabia nem andar direito, via o mundo cor de rosa.
Pulava...e pensava ser o dono de tudo.
Queria as coisas simples, não entendia a complexidade, mas só queria fugir do “senso comum”.
Imaginava matando meio mundo em prol de algo maior. E matava...
Nas suas veias corria um espírito aventureiro, acreditava em “energias conspiratórias”...

Pois agora ele está sentado de frente pro rio, e tem lá seus quase trinta anos.
Divagando sobre a realidade na qual está inserida, na realidade que nunca deixou de existir.
Foram anos camuflando com soberba sobre tudo que acontecia. De um lado era a tal verdade, de outra um falso alivio por ter saído ileso, mas sequer havia perigo.
O bolo está coberto de vícios, não é tão doce, e quando é amargo, é mais amargo...
Comparação em sua mente o faz querer correr, mas já houve outras situações nas quais ele queria correr, e o que ele fez? Correu! Correu pro lado errado.

Às vezes... imagino um deserto ao meu lado, onde morro de sede, onde eu peço por água.
Às vezes... imagino me afogando num oceano, e meus pulmões quase explodindo.
Às vezes... me imagino respirando melhor...
Às vezes me imagino na fumaça de algum cigarro, onde vou desaparecendo aos poucos.

Crio uma ligação com meu imaginário, mas ele é feito apenas de suposições: não existe...e nunca vai existir.
A fantasia que se foi... a cor que antes era a lápis, agora é a caneta.

Saber deixar se levar. Encarar o fim como tal.
Sem expectativa. Sem drama. Sem concorrência consigo mesmo.
Onde é o limite disso tudo?
O que eu poderia fazer pra me desvencilhar dos vícios, da “pura” necessidade?

O que eu poderia fazer para respirar melhor?

Nenhum comentário:

Postar um comentário