quarta-feira, 9 de outubro de 2013

No Espelho Habitual.


Por mais pessimista que possa ser...você cresce, observa no espelho e se pergunta: “Onde eu vim parar”?

Será que as estrelas se perguntaram isso? Não! Pois não há inteligência nenhuma por trás dessa beleza.

As coisas vão crescendo, tomando forma. Algumas coisas ficam mais feias, outras apenas aparecem de vez. O belo fica se escondendo atrás de alguma desculpa esfarrapada.

Você cria uma intimidade impar com seus sonhos, pois de alguma forma ele te mostra outro caminho, um caminho que talvez gostasse de estar. E me pergunto: Por que não estou?
Porque você não teve a coragem o suficiente pra jogar fora o que te martelava.

Mas também, baseado em fatos e medos, que você queria estar na zona de conforto; O que nem sempre significa que foi ruim.

"Do nada" parece que as coisas perdem o sentido, o brilho, a cor vai indo embora. E você não precisa estar com câncer, uma doença grave e/ou terminal, basta que te tirem alguma coisa. Ou basta que você se tire alguma coisa.

Ao passar dos anos as besteiras antigas vão tomando formas desproporcionais. Você foi fraco ao ter se entregado às cinzas, você não foi forte o bastante para aguentar tudo de pé. Você se rendeu e/ou se rende a própria pena.

Você aprende a se curvar diante os inimigos, que na maioria das vezes, vem de dentro.  Aprende a fazer a tal vista grossa. E sabe onde isso vai parar? Num caminho entediante. Numa estrada, onde você não pode ser si mesmo. E por qual motivo? Pra conseguir subir um degrau, esse mesmo que nem deveria ser pisado por você.

Ah, meus vinte e seis anos...não demoraram a vir, e o espelho tá ficando cinza...

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