quarta-feira, 13 de março de 2013


Que mundo estranho fui me meter. Não sei de onde vi, mas quando penso melhor, logo vem a resposta: sou mesmo daqui.
Quando fito o céu pela noite, as estrelas me interporem por minutos. Parece que há algo por onde eu possa atravessar, meus pensamentos cruzam pelo universo.
Me sinto como se estivesse flutuando em algo solido, mas há tanto espaço, que tudo parece ficar pequeno, e é...
E o dia por vezes é fútil, mais um dia vivido, menos um dia aproveitado de verdade.
Mandar tudo pro espaço pra quê? Lá está cheio de coisas, coisas que me fazem querer saber mais.
Essa idéia de estar sozinho, essa idéia de perfeição, essa idéia de que precisamos nos render ao sobrenatural pra vida ter graça.
Por vezes parece tudo superficial. O futuro não era tão escuro, os sentimentos não eram tão complexos.
Mas parece que tudo que há hoje sempre existiu...e a forma como eu via as coisas é que mudava tudo, e era abastecido por inocência, por leveza, pelos ventos que refrescavam a cabeça.
Um dia as coisas não eram tenebrosas. Um dia eu mal sabia o que era dinheiro de plástico, um dia eu não entendia a complexidade, e a profundidade das coisas eram tão simples, mas tão simples que fazia tudo parecer inofensivo.
Não há sinal de melhora, sequer há um pequeno sinal...
O companheiro mais fiel desde os tempos estranhos, a imaginação...
E quando a mente "morre", e quando por alguns instantes as coisas se congelam, a cabeça dá um tempo, mesmo que por algumas horinhas...
O alivio é mais necessário do que tudo. Você tem um alivio aqui, outro ali...e por ai conseguimos nos dar por "satisfeitos".
E, sim, é difícil...



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