sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cinzas, Fumaça e um Pouco de Brilho.


Eu sou o controle remoto, minha mente uma TV.  E pensar que em certo tempo, eu tive o controle...

Entre fumaças, cinzas, vicio, algumas qualidades  e muitas burrices, fui caminhando em procura de algo que me desligasse um pouco.

Hoje vejo não passa de uma utopia... Sim, uma utopia. Nunca ouve controle de nada, nunca houve a esperança fiel de estar em algum lugar melhor.  Mas o alivio existe,  em alguns casos soluções paliativas resolvem.

Já tentei fazer vista grossa para um monte de coisa, até minha vista realmente ficar grossa...

Mesmo não crendo em perfeição alguma, no fundo eu buscava perfeição. Eu viciei tanto minha mente nisso, que, até um certo tempo atrás, eu só dava conta de encarar as coisas do jeito que eu as moldava, e não do jeito correto, o jeito que me faria reagir.

Mas é assim, você leva pedrada na cabeça, acorda, e quando se da conta, está deitado no mesmo sofá velho de sempre... Mas talvez seja possível remover esse sofá velho, mas não será dormindo que vou conseguir fazê-lo.

Os vicio me torram o tempo todo, fica martelando em minha cabeça, e o prejuízo disso? Fica eminente em meus olhos, nas minhas reações nervosas, tensas e talvez até loucas.

Quando tento combater meus pensamentos, minhas “cinzas e fumaças”, é como se tivesse um monstro de dois metros e meio a minha frente, com um revolver na mão e uma espada na outra.

Acho que somente agora que caiu a ficha, a única coisa que me estraga de fato é isso... Pensamentos turbulentos, ondas violentas, coisas que eu engrandeço sem necessidade alguma.

Existem momentos que não sinto nada disso, pois parece que tudo desaparece. Talvez eu consiga controlar minha mente de forma involuntária. 

Os olhos apenas deixam passar a luz, seja forte, fraca, escura ou clara, lá dentro de mim que fará a diferença. Como eu quero filtrar as coisas? Eu tenho escolhas...posso “morrer” viciado em meio a fumaça, ou posso limpar as cinzas e seguir em frente, mesmo que seja difícil, mesmo que seja aquele monstro enorme, mesmo que pareça impossível...




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