sábado, 21 de abril de 2012

Uma Árvore Linda....


Ela fazia do seu jeito e quis te arrastar pros sonhos dela, tão lógicos e humanos, mas algo não cheirava bem... 

Havia um muro cercando tudo, mas ela tinha te dado as chaves, confiado em você, de uma forma tão real e justa, porém você era imaturo de mais para entender do que se tratava.

Hoje nada mais é que estória, e algumas lembranças... Você morreu no dia que se esquece de si mesmo, e de tudo aquilo que realmente te mantinha vivo. Por qual motivo você quis conhecer o inferno, se ele nunca te manteve vivo, se ele sempre esteve longe e indiferente...

Aos poucos os “ventos de junho” vão indo embora, um dia ele teria que ir para o norte, um dia ele teria de se afastar, mesmo que aos poucos... Mas infelizmente ou felizmente as lembranças não dependem da vida ou morte para existirem, elas simplesmente existem...

Existem coisas que o tempo, a luta e tudo que podemos fazer não é o bastante, sim...

Agora eu tento compreender de fato... onde foi parar a tal desculpa para entrar num Mundo quase sem saída? Se entorpecer, se entregar de forma desnecessária...

Mas não é bom auto se culpar de mais, isso está longe de uma solução...

Ela apenas quis que você fosse com ela, ela apenas desejou que tivessem uma vida juntos, algo verdadeiro, ela apenas quis resgatar do fundo do coração dela tudo aquilo que estava indo embora, aos poucos, como essas chuvas que começam devagar e depois são quase com tempestades...

Deixa ir embora o que já foi, deixa ir embora o que quer ir...

Em algum momento os sonhos deverão partir e a realidade será o melhor conforto, o que por agora parece utópico. Sim, eu acredito que tudo muda, não acredito em intervenção divina e nem nada desse papo furado.  Um dia eu acreditei que as pessoas não mudavam para pior e que somente mostravam as garras, em suma: Deixava o monstro tomar conta. Hoje acredito que o monstro nada mais é que aquilo que a máscara segurava, mas isso nem sempre é ruim...

Foi bom... sim, ter sentido um vento gelado cortando meu rosto, ter visto céu laranja no inverno, não havia inferno, pelo menos não dentro de mim, pois lá fora ele sempre se manteve aberto...

Tento não contar os anos, tento não buscar na memória dias perdidos, mas não pretendo apagar nada, exatamente nada! O que há dentro de mim é mais forte que um simples delete, mais forte que uma misera borracha, as coisas não assim e não funcionam assim.

Apenas viver não basta... viver por viver, fazer as coisas por fazer, nem sempre a necessidade ajuda em alguma solução...

Tenho dito tempo para pensar, tenho dito momentos estranhos, mas importantes... Sinto o tempo passando muito rápido, e isso não vai parar...

Ela apenas queria que você fosse com ela, do seu jeito e ela no dela, cada um com seu qual, mas sem deixar apagar aquilo que sempre existiu, aquilo que é tão raro e difícil de encontrar, aquilo que talvez nunca desista de ninguém...


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