domingo, 22 de abril de 2012

Mais um Desabafo - Parte 1.000


O que fiz de minha sabedoria, onde eu entreguei uma carta que me auto condenava...

O problema sempre esteve dentro e sempre vai estar!

Difícil encontrar palavras, quando falta motivação para achá-las, e no final tudo é como antes: Cinzas tentando se preencher de momentos inéditos.

Não existe um lugar para onde eu supostamente deva voltar, não existe para onde voltar, o aqui é agora, e agora é aqui, simples assim!

O desgaste é de mais, a motivação fingida por pseudos preocupações. Tão profundo pra entender e tão baixo para se afundar. Poderia haver alguma barreira onde eu não precisasse de algemas...

Esqueci o verdadeiro sentido de estar livre, me preocupei de mais em carregar mortes dentro de mim. Estive perto do inferno e fingi ter saído dele, acreditando que haveria lugares piores ao redor... Mas não, eu estava errado.

Comecei a deixar certos sentimentos de lado, mas esqueci de que é melhor ter o inimigo a vista do que longe, e nessa eu também me estrepei!

Anos esperando respostas que nem tinham perguntas, anos caminhando cantarolando canções que apenas serviam de consolo, como uma oração... Mas agir...

Sabe quando você acorda e percebe que seu pior inimigo é você mesmo, que você leva uma vida tão “pacata” que não consegue atingir ninguém...

O entendimento exige algumas perdas, me considero um punido, eu quis ver o que nem cego gostaria de ver, pode parecer drama e é também, mas não tira peso algum de minhas costas...

Meus breves sonos, meus breves momentos de alegria são corrompidos por pensamentos que destrói tudo que vê pela frente, é como uma faca afiada cortando um tomate...

O que eu quero (quase sempre) é provar pra mim mesmo que aquilo que eu acredito me levará algum lugar, mas crê por si só não leva a lugar algum, ele simplesmente é o começo de alguma coisa, mas sem correr atrás...

Sinceramente, medo de errar já nem tenho mais, mas com certeza daqui alguns anos o arrependimento virá, ele sempre vem...

Minha cabeça parece um mar violento e eu estou numa barco, prestes a afundar, afogar, quebrar... sumir!
Trabalhar, ganhar seu dinheiro, estudar, sair, não, isso nunca será o bastante pra mim, de alguma forma isso apenas mascara, eu ainda não faço nada que meu coração precisa.

Às vezes ainda me saboto, tentando me proteger do que virá, mas eu esqueço de que me perco com isso também, mas talvez eu ainda o faço para sempre evitar aborrecer, sim, é podre!

Ai eu penso, se eu não vou sair vivo dessa, pra quê me preocupar tanto, pra quê me esconder tanto? Eu não sei, se eu soubesse não estaria nessa e até me daria um “Prêmio Nobel”. A vida é o que? Uma aventura onde todos vão morrer ou uma aventura onde nem todo conhecimento é o suficiente pra chegarmos onde queremos... Alias...

O topo, eu nunca pensei que haveria um, a não serem aqueles pódios...

Não existe um fim assim. Um dia eu imaginei que teria todas as respostas e viveria feliz para todo o sempre, mas que sempre, que felicidade é essa?

Eu sei o que me faz bem de verdade, e é bem raro, diga-se de passagem. Tranquilidade tenho apenas quando fecho meus olhos... Minha cabeça não para um minuto... Estou dirigindo, estou pensando coisas, estou trabalhando, estou imaginando, estou com alguém, estou longe, estou tocando violão, estou lembrando, estou escrevendo, estou remoendo, estou vendo as estrelas, estou querendo subir...

Suspiro, lá vem mais um dia, um dia no qual será muito produtivo para quem necessita disso, e lá vem um monte de pensamentos e isso tudo por minha causa, acho que no final das contas eu mesmo me alimento disso e não o contrário, pois existem aberturas ainda, existem feridas e medos que só são “curados” de forma paliativa.

Infelizmente não há nenhuma “droga” que causa em mim um efeito placebo, parece que estou aprisionado dentro de mim mesmo, eu mesmo grito pra sair, eu mesmo suplico pra ser ouvido, eu grito bem alto e apenas ouço o som ecoar... ricocheteando dentro de mim.

Vamos lá, mais um dia para atuar, ser um ator da realidade, onde todos acreditam...menos eu...
Não é cansaço, não é ausência de nada, não é saudade, mas eu não sei muito bem qual caminho seguir.
Minhas lágrimas permanecem secas, ou estão vivas (molhadas) de mais, circulando em minhas veias, e indo direto pro meu coração!

Perdido não é mais a palavra, mas eu não posso menosprezar essa coisa que pede pra sair de mim, eu não posso me limitar a ver o inferno para me sentir vivo no “semi-inferno”.

Trancar-me numa gaveta cheia de poeira, enfiar minha cabeça num buraco, correr pra lugar nenhum,  ter pesadelos...Nada disso, mas nada mesmo me trará o que preciso.

Às vezes o vazio parece ser mais interessante que a indiferença, mas em nenhum momento ele deixa de ser menos perigoso. A indiferença me trai, o vazio me traz lacunas. 

Um comentário:

  1. É isso aê chef. Saudade de ler seus textos, de escrever os meus. Muito bom tirar um temp orpa voltar ao nosso mundo.

    Abraço do Aram!

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