domingo, 23 de outubro de 2011

Antes de olhar lá fora, melhor ver aqui dentro, pode ser que haja uma tempestade ainda maior...

Sempre foi mania minha de ver tudo o que acontecia e me ver em tais situações, vendo de fora totalmente, até me lembro do meu primeiro dia na quinta série!

Existia algo naquele dia, e não era apenas as dúvidas que surgiam, nem a ansiedade de ser o primeiro dia num mundo totalmente “novo”.

Quando lembro do fato não consigo me ver ali mais, parece que meu todo eu daquela época virou pó.

Minha mente quando desligada do mundo real consegue buscar sensações que na maior parte do dia permanecem mortas, mas quando fecho meus olhos e durmo é como se tudo isso aqui é que não fosse real...

A cada dia que se passa eu tenho a certeza que somente o que me mantém vivo de fato é quando consigo de forma involuntária... sentir coisas mortas.

Sinto-me ressuscitado a cada vez que acordo e lembro-me de meus nobres sonhos...

Acredito eu que enchi a bola demasiadamente de toda essa realidade, fiz tanto isso para me proteger de alguns males que teve efeito inverso...

Voltando naquela tarde de 1998, posso ver que muita coisa passou em minha cabeça, mas eu jamais imaginava que precisaria buscar tanta coisa para manter forte a blindagem contra aqueles perigos e insanos tiros da vida real.

Eu podia ver um futuro, bem normal por sinal, em ciclos totalmente comuns a da maioria, mas algo saiu de controle, e eu não tive cabeça o suficiente para saber dosar, as diferenças eram cada vez maiores...

Eu não me cobro tanto por isso, pois há bastante tempo atrás eu era apenas uma criança/adolescente, seria cruel eu achar que poderia ter controle de minhas vontades...

Mas agora isso pesa e como, até uma pena está pesando...

Perdi o espírito para discussões, mas também não sei mais permanecer em silêncio, a necessidade de se fechar é cada vez maior, no sentido de guardar o que você sente e o que você acha das coisas.

Eu não sei o que pode ser pior, meus pensamentos ou vozes lá fora, de qualquer forma não mimo mais o que penso e faço-me surdo na maioria das vezes...







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