domingo, 11 de setembro de 2011

Eu não tenho que acordar cedo amanhã, eu não tenho que rezar a noite, eu não quero e nem preciso me iludir.

Não quero o desejo de fazer uma grande viagem, pois se houver necessidade de eu retornar, vai ser como dormir durante anos e acordar depois...

Não quero me importar com desastres, muito menos fazer um minuto de silêncio, eu não quero lembrar da morte de meus animais(Chanão,Latrel e Pitota) pois isso sim é que me deixa triste.

Não quero lembrar de quando perdi coisas que eu julgava como as melhores coisas do mundo.
Deixem-me enforcar, deixe-me em paz... a corda pode ser emprestada, mas o pescoço é meu.

É lógico que eu ainda vou perder muito mais e também que posso conseguir muitas coisas, mas afinal de contas, estou falando de probabilidade, e não levo em conta se estou tentando ou não, pois nem sempre o merecimento é justo.

Não irei dar conselhos, na verdade eu nunca gostei desse lance de dar conselhos...

A vida vai passar da mesma forma que vem passando, e você só terá sorte se arriscar, mas como não há justiça sempre, você pode ser um sortudo com a bunda pregada no sofá.

Dizer que as coisas eram mais leves? De novo...? Se colocar uma “balança moral” aqui, certeza que ela penderá a uns quilos a menos se eu voltar no tempo...

O bloqueio pode pesar mais que um muro de concreto, e talvez isso até faça um pane na balança!
Os temas sempre são os mesmos e às vezes as direções são diferentes, mas isso muda alguma coisa?

Toda essa porra parece ser tão lógica, tão fácil de entender, e sim, é possível enxergar com olhos fechados.

Não faça o que falo, muito menos o que faço. Não siga minhas dicas, não beba no meu copo, não cuspa no meu prato. Não veja o que vejo, não siga meus caminhos, não olhe nos meus olhos. Não entenda isso como conselho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário