sábado, 28 de maio de 2011

...de alguma forma aquilo que foi destruído ainda permanece vivo o bastante para me levar a tempos atrás.
As cinzas que se sobrepõe a tudo, fazendo muitas vezes com que minha mente não se concentre no presente e não irei me punir por isso.
Não é nada que me faça tão mal, mas eu tenho a consciência de que pra variar a dosagem disso é importante, mas não é que eu queira e preciso ter é que parece automático e não há um botão de desligamento...
A vida pode ser curta e antes eu questionava isso, mas ao entender algumas complexidades e fatos eu pude crer que realmente é...
Não preciso de mágicas mais, não preciso de fé, não preciso orar, assim como não preciso olhar pra trás e comparar os anos...
E existem coisas que não precisam ser tão questionadas, coisas nas quais não vão mudar, são coisas engessadas que às vezes nem precisa de mudanças.
Tenho a certeza que ao passar dos anos possa ser que algo que hoje é bom se torne ruim e o que é difícil de entender seja entendível.
Gostaria de ir pro futuro e ter lá meus 80 anos, muitos sonhos realizados e muitas perguntas respondidas, mas eu tenho a plena certeza que eu sentiria falta do hoje, e de ontem, ontem e ontem...
Não importa, talvez nós vivemos realmente num ciclo que nunca irá parar e cada vez mais pareça que tudo se repete, mas há alguma forma de quebrar isso, há algum motivo que faça que eu queira realmente ir além do que já estou, talvez eu já tenha tido 80 anos, talvez eu ainda tenha 14 anos, um corpo de 17, idade de 24 e uma cabeça de 100 anos...
Mas juro, eu não quero ficar pensando nisso demasiadamente, sei lá me dá umas coisas estranhas, coisas que parecem ser segredos escondidos há tempos dentro de mim mesmo, talvez isso me privilegie de alguma forma, mas necessita de estudo e muito mais vivência, por enquanto ficarei com as minhas perguntas, que com toda certeza não encararei como dogmas...
E aconteça o que acontecer, eu sempre vou sentir falta do ontem, do ontem, e mais ontem...

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