quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

É o mesmo vento, talvez seja.
O sentimento que fica sempre é de querer se perder novamente naqueles olhos, de buscar toda a paz que parecia inexistente.
O que se tinha parecia nunca ser o bastante para amar, mas quando tudo parava era o momento de saber que existia algo muito forte.
Os anos vão passando e sei que carregarei muito daquilo comigo, talvez seja mesmo único não na intensidade, mas sim da forma que foi.
Há algo bem forte dizendo que isso nunca morrerá, ainda posso até sentir o toque, o cheiro, o sorriso de felicidade e tudo aquilo que me consumia de forma jamais sentida por mim.
Não era cego, era claro e limpo, era tudo que alguém poderia ter...
Pulsava todos os sonhos (aqueles reais), não precisa dormir para sentir que estava leve, flutuando...
E vendo isso tudo... pra quê eu preciso me sentir sozinho?
No fim das contas as lembranças nunca me abandonam e nunca irão fazer isso.
Sei lá...algo vive dentro de mim, mesmo que isso seja somente comigo e não compartilhado.
Eu juro...isso nunca vai morrer! Posso deixar de acreditar, posso desconfiar...mas como duvidar de algo que um dia eu senti, de algo que um dia me fez ver tudo com mais paixão. É, no fim das contas tudo aquilo que eu tenho é o que acho que perdi.

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