sábado, 15 de janeiro de 2011

Um dispositivo que me liga às correntes que me prendem, tentando escapar de tudo que faz girar pro mesmo lado.
Fingindo que estou seguindo em frente, na verdade me entreguei tem muito tempo.
Não é de tristeza que falo, é de não saber como se safar das armadilhas, daquilo que ainda permanece vivo, mesmo sem nenhuma resposta...
Torna-se repetitivo... foda é quando cai a noite e sinto uma necessidade de ter tudo novamente, mas como? É como estar num caminho e caminhar sobre o nada...
Já estive nessa antes...e os sonhos me erguem a mão, eu seguro, sinto uma energia boa, acordo...
Não há mais retratos, cartas, nem a física...Apenas as lembranças que pulsam cada vez uma vontade louca de expulsar isso do meu peito...mas não sei como abrir essa “porta”...
Parece que tornei inimigo de mim mesmo...Nessa estou só...tudo que venho sentindo não é recíproco...
Um dia perdido (talvez) para sempre onde eu mesmo estive, um dia cansado de não ter mais o que me cansava, perdido no ontem e querendo me achar no agora pra ter o antes novamente...

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