quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Aquilo que eu criei para sobreviver quando eu era mais jovem, hoje serve de base para eu distinguir o real da ficção. Eu não queria me adaptar, então criei uma idéia de que eu era “Deus” de mim. Era um tanto quanto emocionante e divertido. Por mais que não seguisse algumas regras (leis) eu estava um pouco a par da realidade.
Com a obrigação de seguir o que tinha construído para me livrar um pouco da realidade tornou-se rotina e fiquei alienado.
Ao passar do tempo pude aprender que liberdade não é somente aquilo que queremos fazer e fazemos, mas também um estado de espírito. Resumindo: Vem tanto de fora quanto de dentro.
Ter algumas opiniões diferentes me trouxe tanto coisas boas quanto coisas ruins. O problema foi que eu me tornei um viciado, um cego e não conseguia enxergar outras vertentes.
Foi criando alternativas e sendo mais ponderado que fui amadurecendo, atualmente sei da importância de seguir minhas próprias leis e vontades, mas também sei do perigo que isso traz.
No geral, não tem como ser perfeito e é tão difícil manter um meio termo, mas vai ver é bem assim mesmo. Tudo de menos e tudo de mais até nos darmos conta que estamos desequilibradas o suficiente para notar exageros, erros e vícios.
A idéia de que temos que ser perfeitos e totalmente equilibrados é vago, pelo menos no mundo real. Algumas atitudes que julgamos ser a correta pode sim causar danos as pessoas que consideramos importantes assim também para outros. A necessidade de ter, de criar um escudo para se proteger da solidão e /ou do dia a dia pode ser um veneno, que, se não soubermos dosar pode até ser fatal.
No fim das contas muitos conceitos são falhas de um todo, não é um ou outro que “quebrou o barco”, foram todos. Não se trata de culpar, mas de “apenas” conseqüências de muitas escolhas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário