segunda-feira, 26 de julho de 2010


Minha memória é como se fosse uma caixa velha de sapatos onde eu guardo minhas recordações...
Algumas cartas já amareladas, alguma poeira...
Viver fingindo?
...Que na maioria das vezes as coisas que nos salvam estão em caixas velhas!
Uma coisa que marcou, assim deixou uma marca, não há como apaga - lá, ou jogar fora e dizer que tudo que se vive hoje vai amenizar a perda, pode até ser, mas, não é possível descarta- lá como se fosse um pote velho e usado de Iogurte.
Parece que é tudo no limite, uma bombinha e tudo de repente estoura. A mente fica confusa, frágil e muitas vezes perversa.
Aceitar o fato! Acordar!
Sonhos são para nos manter dormindo, sonhos da vida real são para nos manter acordados.
Não! Aquilo tudo não vai embora... E nem quero que vá! Já vive em mim.
Será que é só saber dosar?...
Reciclar a vida, a mente, a essência? Tudo isso é possível... Pegar mais leve com tudo...
Eu sei que somente estou aqui pelas minhas escolhas, e eu não quero chorar por ter perdido isso ou aquilo, pois, na verdade foram ganhos...
...É o prazo de validade!
A cada momento de alegria, a cada minuto parado, a cada silêncio, barulho, conversa fiada, conversa séria e por ai vai...
Às vezes me vejo como um grande cabeças! Isso! Estou montando a mim mesmo, até hoje. E talvez eu faça isso até o fim de minha existência física.
Minha vida é como se fosse uma velha caixa de sapatos...

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